O cenário do entretenimento nordestino foi abalado nesta segunda-feira (26). O João Lima cantor preso por violência doméstica se apresentou à Polícia Civil em João Pessoa, na Paraíba.
O artista teve a prisão preventiva decretada após graves denúncias de sua ex-mulher, Raphaella Brilhante. O caso tomou proporções nacionais devido à brutalidade das imagens divulgadas e à influência da família do músico.
João Lima pertence a uma linhagem artística e política de grande prestígio. Sua prisão encerra um ciclo de incertezas iniciado no último fim de semana, quando as agressões vieram a público.
Por que a linhagem de João Lima torna o caso tão relevante?
A repercussão em torno do cantor ocorre pelo peso de seu sobrenome. Ele é neto do lendário Pinto do Acordeon, ícone do forró brasileiro que faleceu em 2020. O avô foi uma das figuras mais respeitadas da cultura paraibana.
Além da conexão com o ídolo do forró, João é filho de Cicinho Lima. O pai é cantor e político influente, tendo atuado como deputado estadual e secretário de Cultura do estado. A família é peça central na vida pública da região.
O envolvimento de um herdeiro de tamanha tradição em crimes de violência contra a mulher gera um debate necessário. A sociedade questiona a conduta de figuras públicas e exige que o prestígio familiar não signifique impunidade.
Pronunciamento de Raphella Brilhante
Em entrevista ao canal local TV Cabo Branco, a dermatologista disse que não sofreu violência física antes do casamento. Porém, afirmou que o cantor já queria controlar sua rotina. Além disso, tinha ataques de ciúmes constantemente.
"Eu tinha que estar com a minha mãe, se eu fosse só, eu tinha que avisar. Se eu passasse mais que uma hora na academia, ele começava a dizer que eu estava fazendo alguma coisa de errado", relatou.
